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19 de janeiro, 2018 - 09h05

Mangal das Garças: a diversidade da fauna amazônica no coração da capital

Um lugar onde a flora é tão rica não poderia deixar de transparecer vida. Na nossa segunda reportagem do “Mangal em Série”, iremos falar sobre a beleza da fauna amazônica representada no Mangal. Confira:

A belíssima arquitetura urbana da capital paraense, herdada da tão charmosa Belle Époque, encanta quem vive e quem passa pela cidade. Toda a simetria dos prédios antigos da cidade velha serve de moldura para o Mangal das Garças. E nesse cenário de contrastes entre os feitos do homem e da natureza, outros realces em meio à mata verde chamam a atenção de quem visita os jardins naturalísticos do parque: as cores e a beleza dos animais que vivem no local.

Após 13 anos de funcionamento, além de se tornar um importante equipamento turístico do Estado, o Parque Zoobotânico Mangal das Garças também é destaque nacional por possuir, nos seus quase 40 mil metros quadrados, um ambiente projetado para a conservação e preservação de espécies ameaçadas de extinção, o qual comporta quase 100 espécies da fauna amazônica. Para isso, o parque recria diferentes ambientes naturais da Amazônia, dispondo de áreas de mata e terra firme, de várzea e de campos, que garantem ao Mangal a possibilidade de abrigar as mais variadas espécies.  

Um fator importante que permite o sucesso de um zoológico é o cumprimento da exigência em ter programas de reprodução com a finalidade científica e/ou de manutenção, quesito no qual o Mangal das Garças é referência, como conta Stefânia Araújo, veterinária do Parque, “o Mangal é referência nacional em reprodução. O Parque reproduz diversas espécies como o Colhereiro, Arapapa, Pavãozinho do Pará, entre outras. A reprodução de Guarás, por exemplo, já garantiu ao parque destaque nacional, em termos de protocolo reprodutivo”, destacou.

Fauna diversificada

Além de se sentirem mais próximos do ambiente natural amazônico, os visitantes são surpreendidos pela beleza das espécies de vida livre, aves, quelônios, peixes e borboletas, possibilidades que fazem do lugar um dos pontos turísticos mais emblemáticos da capital paraense.

Aves - Quase 50 espécies de aves vivem no local, três destas têm vida livre, sendo elas:  o Quero-Quero (Vanellus chilensis); e as Garças Branca Grande (Ardea alba) e Branca Pequena (Egretta thula); estas últimas, são as que batizam o local.

 É quase impossível não perceber as garças ao caminhar pelo parque devido ao grande número de aves desta espécie que visitam o Mangal diariamente. “Proporcionamos uma ambientação adequada e uma alimentação que é atrativa para nossas ilustres visitantes. No caso das Garças, além do ambiente arborizado e com lago para proporcionar bem estar, fornecemos peixe fresco quatro vezes ao dia”, declarou a veterinária do Parque.

O momento da alimentação das Garças é um verdadeiro espetáculo e pode ser observado por quem passeia pelo Mangal em quatro horários diferentes ao longo do dia.

Outra ave que provoca os olhares de quem passeia pelo Mangal é o Guará e suas penas de cores vibrantes. Stefânia explica o que provoca essa coloração nas aves. “Essa espécie de ave se alimenta principalmente do caranguejo chama-maré, o qual, por sua vez, se alimenta de algumas algas ricas em pigmentos lipossolúveis chamados carotenoides. Esses pigmentos são os responsáveis por provocar a coloração vibrante nos Guarás”.

 No Mangal, essa reação é fornecida por meio de uma ração enriquecida com o carotenoide, que reproduz exatamente o processo que ocorre na natureza.

Quelônios e Peixes - Entre os quelônios o Mangal possui o Tracajá (Podocnemis unifiis); a Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa), e a Muçuã (Kinosternon scorpioides). Já na classe dos peixes, o Parque dispõe do Tambaqui (Colossoma macropomum); a Piranha-vermelha (Pygocentrus nattereri); o Acará (Geophagus brasiliensis); e o Curimatã (Prochilodus lineatus), espécies bastante comuns nas regiões ribeirinhas.

Borboletas – Com o primeiro borboletário da região norte, sendo um dos maiores da América do Sul, a reserva José Marcio Ayres, o borboletário, dispõe de espécies de Júlia (Dryas iulia); Ponto-de-laranja (Anteos menippe); Olho-de-coruja (Caligo illioneus) e Brancão (Ascia monuste).

Caio Silva, biólogo do Mangal, descreve como é feito o trabalho de reprodução das borboletas no Mangal. “No borboletário, ocorre o acasalamento das borboletas e a postura dos ovos nas plantas hospedeiras, específicas para cada espécie, entre as que mantemos a conservação. Ao final do dia, recolhemos os ovos, e na área de criação das borboletas, acondicionamos em caixas. Posteriormente, há eclosão dos ovos e surgimento das lagartas, que irão alimentar-se de sua respectiva planta, até virarem pupas”.

Ainda segundo informações do biólogo, após tornarem-se pupas, as mesmas são afixadas em espetos de madeira, com auxílio de esparadrapo e colocadas em armários para então, após um período específico de cada espécie, ocorrer o último estágio da metamorfose, que é o surgimento da borboleta. “As borboletas são insetos de metamorfose completa com ovo, lagarta, pupa (casulo) e borboleta”, finalizou Caio Silva.

Quem entra no borboletário se encanta com a convivência entre borboletas e beija flores, além do ambiente agradável e florido. O momento de soltura de novas borboletas ocorre às 10h, e às 16h, e representam um verdadeiro espetáculo da natureza, o qual pode ser contemplado por todos no local. Em média, ocorre a soltura de 2500 borboletas, mensalmente.

13 anos de história

O Parque Mangal das Garças foi criado pelo governo do Pará em 2005 e é resultado da revitalização de uma área de cerca de 40 mil metros quadrados, às margens do Rio Guamá, perto do centro histórico de Belém. A área alagada foi transformada aproveitando o máximo das condições paisagísticas da reserva, a fim de representar as diferentes macrorregiões do Pará, com as matas de terra firme, as de várzea e os campos, cada qual com sua fauna.

 Com lagos, aves, vegetação típica, equipamentos de lazer, restaurantes, vistas espetaculares da cidade e do rio, o Mangal das Garças logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados de Belém.  

Espaços para visitação

Além de contemplar uma das maiores amostras da bela e rica fauna amazônica, no Mangal das Garças o visitante pode prestigiar espaços como o Museu Amazônico da Navegação, Farol de Belém, Viveiro das Aningas, Reserva José Márcio Ayres - borboletário, mirante do rio; assistir programação cultural e participar de visitas guiadas com agendamento prévio.

Também é possível fazer lanches rápidos em quiosques de comidas típicas, sucos e sorvetes regionais, e almoçar ou jantar no restaurante Manjar das Garças. O parque funciona todos os dias, exceto às segundas-feiras, sempre de 9h às 18h, com entrada gratuita.

 

Serviço:

Mangal das Garças – abre de terça a domingo, de 9h as 18h30, com entrada franca.

Espaços para visitação - valor R$ 5, 00 cada; ou R$ 15, 00 o passaporte para todos os espaços.

Momentos de alimentação das Garças – 11h, 15h e 17h30.

Momento de Soltura das Borboletas -  10h e 16h.

 

 

Por: Beatriz Pastana

Fotos: Leandro Santana

 

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