Mangal das Garças alerta para cuidados com as borboletas dentro da Reserva José Márcio Ayres

Mangal das Garças alerta para cuidados com as borboletas dentro da Reserva José Márcio Ayres

A Reserva José Márcio Ayres, mais conhecida como borboletário, localizada no Parque Zoobotânico Mangal das Garças, é um dos maiores criatórios de borboletas do mundo. Atualmente, cinco espécies deste inseto são reproduzidas no complexo, que também abriga uma variedade de pássaros, peixes, além de representar uma síntese da flora amazônica. Tais características tornam o local bastante atrativo, com grande fluxo de visitantes ao dia, o que exige o alerta para alguns cuidados necessários quanto à preservação das espécies no local. 

O Mangal das Garças é reconhecido internacionalmente pelo trabalho com a reprodução de borboletas e outros animais. No caso da Reserva José Márcio Ayres, o espaço ganhou o título de maior borboletário da América Latina. Os ovos são manejados no criatório do Parque, onde passam pelas fases de pulpa,  larva, até o processo de metamorfose, e posteriormente as espécimes são soltas no borboletário. 

Diariamente são soltas de 100 a 200 borboletas na reserva, as quais vivem em média um mês. No local, é possível observar espécies de borboletas Júlia (Dryas iulia), a borboleta-coruja (Caligo illioneus), a borboleta-brancão (Ascia monuste), a borboleta pingos-de-prata (Agraulis vanillae) e a borboleta ponto-de-laranja (Anteos menippe). 

Devido à proximidade com os animais presentes na reserva, é imprescindível que os visitantes tomem alguns cuidados, principalmente em se tratando da borboletas. “As borboletas são insetos Lepdopterus, que compreendem tanto as borboletas quanto as mariposas. São organismos muito sensíveis, que passam por um processo de metamorfose completo. Nós temos recebido muitos visitantes curiosos que querem manusear e tocar nas borboletas, mas cada vez que esses insetos são tocados, podem ser contaminados e correm risco de vida, pois a borboleta vai perdendo as escamas das asas”, alerta Basílio Guerreiro, biólogo do Mangal das Garças.

O biólogo acrescenta que, um simples toque, que muitas vezes acontece quando crianças manuseiam as borboletas, apesar de parecer inofensivo, acelera o processo de envelhecimento e pode, inclusive, provocar a morte do inseto.  “As pessoas tem manuseado muito os bebedouros e os locais de alimentação das borboletas, o que também provoca contaminação e, consequentemente, um número muito alto de insetos mortos”, explica Basílio Guerreio.

Guerreiro destaca que o objetivo do espaço é aproximar os visitantes da natureza e que entende o encanto de todos com o local, porém, chama atenção para a importância do equilíbrio e respeito às espécies, e pede para que todos façam parte dessa campanha de conscientização à preservação das borboletas. 

“Para aqueles que quiserem ter essa experiência de ficar bem próximo das borboletas e até mesmo fazer fotos com as espécies, temos um momento correto para isso, que é durante a soltura, quando os técnicos ambientais colocam as borboletas nas mãos ou pele dos visitantes de maneira correta, e orientam as pessoas a não tocar nas borboletas, deixando-as livres para voar assim que quiserem. Não se deve manter o contato com elas sem o auxílio de um profissional especializado do Parque e tampouco tocar nos alimentos destes insetos”, esclarece o biólogo.

O espetáculo da soltura de borboletas ocorre duas vezes ao dia, às 10h e às 16h, dentro da Reserva José Márcio Ayres. Dentro do borboletário, os visitantes também podem observar e se encantar pelos cantos de inúmeros pássaros como o Caboclo-Lindo (Sporophila minuta) e o Curió (Sporophila angolensis), provenientes de resgates e apreensões, além de outras espécies de aves com o Pavãozinho-do-Pará (Eurypyga helias) e a Marreca Irerê (Dencrocygna viaduata). O beija-flor ganha destaque em meio as flores e os animais aquáticos como a arraia-negra (Potamotrygon leopoldi), chamam atenção para os lagos artificiais. O local é um dos preferidos dos visitantes.  

O Mangal das Garças funciona de terça a domingo, das 8h às 18h, com entrada gratuita, e algumas atrações monitoradas no valor de R$ 5 cada ou R$15, sendo essas: Viveiro das Aningas, Museu Amazônico da Navegação, Farol e a reserva José Márcio Ayres (borboletário). O Parque fecha às segundas para manutenção. 

Programação diária no Mangal das Garças:

– Alimentação das Iguanas no caminho para o farol – 8h30
– Alimentação das Tartarugas e peixes no lago – 9h00
– Passeio com a coruja Arya: de terça a sábado, às 9h00
– Alimentação das garças no Recanto da Curva: 11h, 15h, 17h30.
– Soltura das borboletas no Borboletário: 10h e 16h (monitorado)
– Apresentação das aves do Viveiro das Aningas – 16h30
– Passeio da coruja Olívia – 17h

Texto: Beatriz Santos e Gabriel Nascimente/ Ascom OS Pará 2000

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