Mangal das Garças começa a reabrir

Outros espaços de lazer ao ar livre também estão no processo de reabertura.

Com a reabertura gradual de diversos espaços de lazer em Belém, em meio a pandemia da Covid-19, os locais relacionados a natureza também começam a reabrir suas portas, para quem quer tem um pouco de silêncio na capital. No último dia 18 deste mês, o Mangal das Garças voltou a receber público, limitado a 50% da capacidade atual, com uma série de medidas, a fim de evitar o risco de contágio entre os visitantes.

Totens com álcool em gel para a higienização das mãos e sinalizações sobre a importância do distanciamento social estão presentes em diversos pontos do parque. Além disso, o uso da máscara dentro do espaço passou a ser obrigatório. “Antigamente a gente tinha uma média de 300 pessoas e hoje chega a 150. Os espaços de visitação também tiveram a entrada simultânea de pessoas reduzidas, como borboletário, viveiro e farol. Tudo isso condicionado a aferição da temperatura dos visitantes. A gente orienta os visitantes a não ficarem muito próximos e também isolamos bancos para garantir o distanciamento de 1,5 metro e meio”, explica a coordenadora do parque do Mangal das Garças, Carolina Lemos.

Entre os serviços abertos no Mangal das Garças estão o Borboletário (Reserva José Márcio Ayres) e o Farol de Belém. O Memorial da Navegação da Amazônia ainda está fechado e aguarda decreto liberando o funcionamento de museus.

Carolina Lemos também explicou que os funcionários passaram por treinamentos para fiscalizar os visitantes e evitar possíveis pontos de aglomeração. “Nossos funcionários são treinados e fazem o acompanhamento para evitar aglomeração, garantindo a saúde de todos e a população tem reagido bem. A gente pede a compreensão para que entendam de que é preciso respeitar essa quantidade segura de pessoas aqui”, ressaltou.

A advogada Anne Melo estava acompanhada da pequena Luana Soeiro, de dez anos, e destacou que elas sempre foram visitantes assíduas do lugar e com sua reabertura estão voltando aos poucos. “A gente sente a mudança nessa reabertura. Está mais calmo. Tomamos todos os cuidados e mesmo antes da pandemia a gente procurava frequentar em dias em que não está muito cheio. Nesses meses em que ficou fechado tivemos de ficar em casa”, disse.

Já a pequena Luana Soeiro era só felicidade ao retornar e disse que não foi fácil ficar tanto tempo longe do Mangal das Garças. “Era muito acostumada a vir aqui e quando teve esse tempo fechado por causa da pandemia foi muito ruim. Agora eu vim matar saudade. Eu gosto da natureza, animais e aqui é um lugar bem bonito para passar o tempo”, afirmou.

Sentimento semelhante era compartilhado pelo pesquisador Jondison Rodrigues que, ao lado da família, visitava o espaço pela primeira vez após a reabertura. Ele defendeu a volta ao local desde que com todos os protocolos de segurança que, segundo ele, seguirá por um bom tempo e mudará a forma de se relacionar socialmente. “Eu acho importantíssima essa reabertura, com toda a proteção. A gente sabe que o retorno não será como antes, vivemos um outro momento, socialmente falando, mas esse processo ainda há de se internalizar aos poucos em todos nós”, declarou.

OUTROS LOCAIS

Por meio de nota, a Pará 2000 informou que o Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna está em processo de preparação para reabertura, que deve ocorrer no mês de agosto. O local passa pela implementação de um protocolo de segurança, que precisa ser realizado com respeito e cuidados necessários aos animais de vida livre do parque. Estão sendo fixados dispensers de álcool em gel 70% em pontos estratégicos, bem como cartazes com orientações sobre o novo coronavírus, além de sinalização de distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas. Outras medidas como intensificação na limpeza dos banheiros, pisos e paredes existentes no local também estão sendo tomadas, além do treinamento dos orientadores de público para que estes estejam preparados para evitar possíveis aglomerações no local.

Já o Museu Goeldi, também por meio de nota, comunicou que continua em trabalho remoto, com acesso restrito apenas aos que trabalham com serviços essenciais nas bases físicas, o que inclui o Parque Zoobotânico. A instituição planeja o retorno do trabalho presencial de 20% do seu efetivo, funcionando com escala e horário combinado com trabalho remoto, para agosto, seguindo o calendário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI. Todos os eventos presenciais continuam suspensos e os espaços públicos permanecem fechados para visitação. A orientação é evitar situações de aglomeração e o risco de expor pessoas à infecção do coronavírus.

Texto: Tiago Furtado

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