Borboletário do Mangal das Garças tem grande atratividade

Espaço tem cerca de mil borboletas e é referência de laboratório vivo para instituições de pesquisa da biodiversidade amazônica e um dos equipamentos mais visitados no Parque que reabriu em 18 de julho.

Um dos espaços mais visitados do Parque Mangal das Garças, em Belém, é o borboletário José Márcio Ayres. Conhecido pela sua beleza e diversidade de espécies, o equipamento é referência de laboratório vivo para instituições de pesquisa interessadas na biodiversidade amazônica.

Coordenadora do Mangal das Garças, Carolina Lemos pede a parceria do público nesse contexto de manutenção dos cuidados para se evitar aglomerações. “Estamos fazendo o controle da capacidade do parque. Nós reduzimos a frequência em 50% e pedimos a compreensão do público nesse momento caso, eventualmente, tenham que esperar um pouco do lado de fora”.

Biólogo e responsável técnico pelo borboletário, Basílio Guerreiro afirma que  a reprodução das espécies aumentou com a redução da poluição do ar durante o isolamento social provocado pela pandemia.

“A pandemia teve pouca interferência no sentido da presença humana pois elas (as borboletas) não se importam tanto com a presença das pessoas. Mas com a diminuição da poluição do ar, percebemos sucesso no processo reprodutivo. As borboletas são bioindicadores, onde tem borboleta o ambiente está saudável”, explicou o biólogo.

O trabalho da equipe técnica é diário e com muitos cuidados. Os ovos minúsculos são recolhidos das plantas sempre no final do dia e transportados para o laboratório onde o ciclo completo é acompanhado até a soltura dos insetos.

Atualmente, o borboletário do Mangal das Garças tem quatro espécies fixas e mais quatro sazonais. As mais conhecidas são as julias (Dryas iulia), que se caracterizam pela cor laranja e as olho-de-coruja (Caligo illioneus), como o próprio nome sugere, elas têm olhos parecidos com os das aves noturnas.

Sobre a quantidade exata de insetos, o biólogo Basílio Guerreiro ressalta que é difícil precisar diariamente. “Há muitas interferências naturais no borboletário, como os predadores, e elas podem morrer com gotas fortes de chuva, por exemplo. Podemos mensurar que há mil borboletas ao mesmo tempo no espaço”.

Além da condução da visitação pública, os monitores fazem o trabalho de educação ambiental explicando como funciona o laboratório natural, a reprodução das borboletas e como as espécies vivem no ambiente natural.

O Mangal das Garças foi reaberto no último dia 18 de julho. Além do borboletário, o mirante do rio, viveiro das Aningas e o Museu da Navegação também já estão de portas abertas à visitação.

Texto: Larissa Noguchi (Secom)

SERVIÇO

O Mangal das Garças fica na Passagem Carneiro da Rocha, s/n, no bairro da Cidade Velha, em Belém. 

*Para acesso, é necessário o uso de máscaras, assim como, manter a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas. 

Horário e Dias de funcionamento – 9h às 18h, de terça a domingo.

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